segunda-feira, 18 de novembro de 2013

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Polo Naval

O polo naval de Rio Grande O ressurgimento da indústria naval vem promovendo mudanças significativas na economia do país. O setor naval além de requerer um número significativo de mão de obra especializada, atrai muitas empresas com interesse nesse nicho de mercado, visto que é grande a sua demanda por serviços nas áreas de metalurgia, química e eletrônica. Isso acarretará o fortalecimento do segmento chamado de “navipeças”, que pode ser entendido como uma rede de fornecedores de peças e equipamentos destinados à indústria naval. De acordo com a Prefeitura Municipal do Rio Grande (RIO GRANDE, 2010), os investimentos no setor naval, somente por parte de negócios ligados a Petrobras, incluindo as plataformas P-55 e P-63, o dique-seco e a construção de cascos devem gerar em cinco anos algo em torno de 40 mil empregos diretos e indiretos. No distrito industrial, na Barra, os setores metal-mecânico, energia, fertilizantes e madeireiro também devem crescer a partir do ano de 2010. São projetados para o polo naval de Rio Grande, até o ano de 2015, investimentos no montante de R$ 14 bilhões. A Tabela 1 destaca alguns desses investimentos. Tabela 1 - Investimentos no polo naval de Rio Grande Tipo Fase Valor Estaleiro Rio Grande 1 Em conclusão R$ 750 milhões Estaleiro Rio Grande 2 Em construção R$ 243 milhões Plataforma P-53 Concluída US$ 1,3 bilhões Plataforma P-55 Em construção US$ 1,3 bilhões Plataforma P-63 Em construção US$ 1,3 bilhões Cascos (8) Depende de assinatura contratual US$ 4 bilhões Navios sonda (7) Licitação não nalizada N/C Fonte: Elaboração própria a partir de Mazui (2010), Zero Hora (2012) e Construção... (2010). Para a então governadora do estado do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, “[...] esta é a consolidação definitiva do porto de Rio Grande como polo naval, que é capaz de construir várias embarcações ao mesmo tempo, com toda a qualificação técnica necessária. É um ciclo virtuoso de desenvolvimento sustentável do Rio Grande do Sul a partir do Porto” (CONSTRUÇÃO..., 2010). Para a governadora a obra da P-63 deverá gerar 1,8 mil empregos diretos e outros 7,5 mil indiretos, conforme informações divulgadas pelo governo do estado. O cais projetado de 580 metros permitirá a construção simultânea de até quatro plataformas. Essas obras permitirão a criação do maior estaleiro naval das Américas nos próximos cinco anos (CONEXÃO MARÍTIMA, 2010). Os números refletem um novo momento para a cidade de Rio Grande, marcando o início de um processo de consolidação do polo naval no município, que vem atraindo investimentos e alavancando a economia da cidade e da região. Esses investimentos, por sua vez, tendem a afetar significativamente os indicadores socioeconômicos 26 Flavio Tosi Feijó, Danielle Trindade Madono 1 PINTO, M. et al. Avaliação de nichos de mercado potencialmente atraentes ao Brasil: mercados de construção de navios mercantes de guerra. São Paulo: Escola Politécnica USP, Centros de Estudos em Gestão Naval (CEGN), 2006. de Rio Grande, pois, além de gerar divisas, transformam a estrutura do município consideravelmente. Pelas significativas transformações que vem passando o município de Rio Grande, torna-se relevante abordar aspectos considerados como potencialidades e fragilidades presentes na cidade. Tal importância deve-se ao fato de ser necessário avaliar qual a situação em que se encontra hoje a cidade para poder-se vislumbrar o que ainda está por vir, objetivando um planejamento adequado. Nome: Ismael

Polo Naval, Rio Grande

Rio Grande tem se destacado em âmbito estadual e nacional ao longo dos últimos anos. Com a ampliação do canal no porto da cidade, novos investimentos deram novo fôlego à economia do município. Um pólo naval está se desenvolvendo em Rio Grande, sendo a plataforma petrolífera P-53, da Petrobras, a primeira grande operação na cidade. Além disso, Rio Grande tem uma economia extremamente competitiva e diversificada, sendo bem abastecida de bens e serviços em qualquer área. Durante cerimônia de batismo da plataforma P-53, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, confirmaram a assinatura do principal contrato para a plataforma P-55, com o consórcio das empresas Queiroz Galvão, Iesa e UTC Engenharia, que inclui a integração do casco com os módulos, que será realizado no Estaleiro Rio Grande, junto ao dique seco, no Superporto. Dos seis módulos, quatro serão montados no dique seco do Rio Grande, sendo um de remoção de sulfato e outro de compressão, que ficará sobre responsabilidade da Iesa. Já o Consórcio Top 55, formado por acionistas da Quip (Queiroz Galvão, IESA e UTC Engenharia), além da integração do casco com os módulos da plataforma, construirá o convés e os módulos de alojamento e de painéis elétricos. Calçadão, principal rua comercial da cidade. Em seu discurso, após a diretora de Gás e Energia da Petrobras, Maria das Graças Foster, ter batizado a P-53, Gabrielli salientou que além da construção e integração dos módulos da P-55 no porto gaúcho, ainda serão construídos oito cascos em séries em Rio Grande. A economia de Rio Grande se concentra na maior parte na atividade portuária, sendo um dos grandes responsáveis pela exportação de grãos e importação de containeres e fertilizantes do país. Há diversas empresas que exportam e importam produtos a partir dos Terminais do Porto de Rio Grande e seu Cais Comercial: ADM, Amaggi, Bianchini S/A, Bunge, Cargill, CHS, Cooperoque, Cotribá, Cotrimaio, Cotrirosa, Cotrisal, Cotricasul, Coxilha, Giovelli, Granol, Heringer, Mosaic, Marasca, Nidera, Phenix, Piratini, Tecon, Yara Brasil e Timac Agro. Mas esse serviço só é possível graças as agências e operadores, que contribuem para o fortalecimento e produtividade do Porto do Rio Grande, tais como Eichenberg & Transeich, Fertimport, Oceanus, Orion, Quip, Rio Grande, Sagres, Sampayo, Serra Morena, Supermar, Tecon, Tranships, Vanzin, Wilson Sons e Yara.